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José Augusto de Oliveira

Ajudar agricultores locais a desenvolver novos mercados

José Augusto de Oliveira corre sua mão sobre uma fenda no muro e vê progresso.

Esta pequena fenda do lado de fora de sua casa é onde sua casa original terminava e sua nova extensão começava.

"Investimos na casa" diz ele, correndo com a palma da sua mão sobre o muro azul claro e explicando como sua vida mudou desde a troca pela lavoura orgânica. "Tínhamos três cômodos e adicionamos mais um. Também instalamos uma área de serviço na parte de trás."

Oliveira, uma pessoa humilde e de sorriso simples, nasceu e foi criado aqui há mais de 50 anos atrás e seu filho Michael está seguindo seus passos. Ambos possuem nove hectares de terra onde trabalham, assim como produzem um pouco de leite e queijo de algumas vacas mantidas num curral aos arredores da casa.

O dinheiro do orgânico fez com que eles comprassem um pequeno Fiat de segunda mão para rodar naquela suja e avermelhada estrada e também para fazer melhorias na área de secagem, um problema crucial para muitos fazendeiros. Áreas sujas seguram a umidade e torna o processo de secagem do café mais difícil. Oliveira concretou uma área de 600m² em frente a sua casa.

O espaço era fundamental porque tem aumentado em grau de número os pés de café para cultivo. Hoje, possuem mais de 14.000 pés de 500 que tinham. Eles aumentaram o número não por comprarem mais terras, mas por diminuir o espaço entre os pés.

Oliveira disse que custou para que entendesse as regras da produção orgânica, mas quando o fez, percebeu que valeria a pena.

"Precisamos ser mais cuidadosos sobre o que colocamos nas plantas," diz ele, "foi um pouco doloroso no começo mas você acostuma e sem dúvida compensa no final.

Tivemos conversas e reuniões na cooperativa UNIPASV. Sempre que há mudanças, recebemos orientações. Estamos sempre trocando idéias."

Um problema recente tem sido a força da moeda brasileira. O real bateu o nono ano mais forte que o dólar em 2008, dificultando para os brasileiros a competitividade na exportação.

"A cooperativa está tentando conseguir um preço melhor mas as moedas estão subindo e não há muito o que fazer. É difícil para nós," complementa. "Estamos focados na melhora da qualidade porque sabemos que agregará mais valores."